segunda-feira, 20 de junho de 2016

REFLEXÃO: AOS PAIS & MESTRES - Criança em seu mundo - Mário Sérgio Cortella - Café Filosófico






VERBO SER


Carlos Drummond de Andrade


Que vai ser quando crescer? 
Vivem perguntando em redor. Que é ser? 
É ter um corpo, um jeito, um nome? 
Tenho os três. E sou? 
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? 
Ou a gente só principia a ser quando cresce? 
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste? 
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas? 
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R. 
Que vou ser quando crescer? 
Sou obrigado a? Posso escolher? 
Não dá para entender. Não vou ser. 
Vou crescer assim mesmo. 
Sem ser Esquecer.


Sugestões de Vídeos para estudos!!


Melanie Klein - Psicanalista de Crianças - Parte 1
https://www.youtube.com/watch?v=B-tKPqDfCvo&spfreload=5

Melanie Klein - Fantasias inconscientes - Parte 2

https://www.youtube.com/watch?v=KFOweLFLzkc

Winnicott - Principais conceitos
https://www.youtube.com/watch?v=aREhERT8COE

Francois Dolto - Psicanalise com Crianças

https:// www.youtube.com/watch?v=NZ6yvXULMKU

Anna Freud X Melanie Klein
https://www.youtube.com/watch?v=4WIzKHRrDlo


sábado, 18 de junho de 2016

"Só Posso Me Ofender Se Não Me Conhecer" ● Leandro Karnal



Vídeo para reflexão e estudo - Uma analise   baseada na frase "Ser ou não ser, eis a questão" (do original em inglês: To be or not to be, that is the question). Parte integrante da peça " A tragedia de Hamelet, príncipe da Dinamarca," ( encontra-se no ato 3,cena 1). de William Shakespeare.










  Após leitura de um fragmento da Obra  Shakespeana, com um olhar psicanalítico podemos observar  diversos pontos a serem examinados  no contexto inconsciente do Príncipe Hamelet. Há uma construção conflituosa na relação edipiana,  evidenciado no desejo incestuoso pela figura materna . Em outro contexto,  identificou-se tentativa  de simular  uma pseudo insanidade, avaliada como uma ação inconsciente cuja pretensão são os  ganhos secundários, ou seja,    trazer  a atenção  para si. Sendo estes episódios característicos também da neurose histérica  conversiva, visto a necessidade da atenção do outro,  associada a intensa carga de afeto e emoções reprimidas.  Parte da formação desta estrutura, se estabelece em função do modo que se vivenciou o complexo de Édipo, os investimentos objetais mostram-se facilmente móveis e variados. Assim como Hamelet, o indivíduo histérico possui aspectos no qual, quando não  superam a sua escolha objetal primitiva, fixam -se nela de tal forma que ao surgir alguma frustração posterior, retornam ao objeto. Concluindo-se  que estes conflitos internos  agrega soma de desejos,  recalques da infância,  consumado por uma crise existencial, expresso na frase "Ser ou não ser eis a questão." 
            

Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre

Em nosso espírito sofrer pedras e flechas

Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,

Ou insurgir-nos contra um mar de provocações

E em luta pôr-lhes fim? Morrer.. dormir: não mais.

Dizer que rematamos com um sono a angústia

E as mil pelejas naturais-herança do homem:

Morrer para dormir... é uma consumação

Que bem merece e desejamos com fervor.

Dormir... Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:

Pois quando livres do tumulto da existência,

No repouso da morte o sonho que tenhamos

Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita

Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.

Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,

O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,

Toda a lancinação do mal-prezado amor,

A insolência oficial, as dilações da lei,

Os doestos que dos nulos têm de suportar

O mérito paciente, quem o sofreria,

Quando alcançasse a mais perfeita quitação

Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,

Gemendo e suando sob a vida fatigante,

Se o receio de alguma coisa após a morte,

–Essa região desconhecida cujas raias

Jamais viajante algum atravessou de volta –

Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?

O pensamento assim nos acovarda, e assim

É que se cobre a tez normal da decisão

Com o tom pálido e enfermo da melancolia;

E desde que nos prendam tais cogitações,

Empresas de alto escopo e que bem alto planam

Desviam-se de rumo e cessam até mesmo

De se chamar ação.""[...]


           
          Saliento que o acima descrito, compõe apenas parte, um  fragmento, uma pincelada, desta extensa e profunda  Obra. Em breve no blog uma abordagem completa, trazendo outros olhares, construções, analises e percepções psicanalítica.  

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Sugestão de Leitura


A felicidade é a realização de um desejo pré-histórico da infância. É por isso que a riqueza contribui em tão pequena medida para ela. O dinheiro não é objeto de um desejo infantil.”  Sigmund Freud







Esta versão é o vol. XXI da Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud.





Dica pessoal - Realize também a leitura desta versão, visto que, foi traduzido direto do Alemão e nós possibilita outras reflexões sobre do tema.





O Título em outras versões,  pode ser baixado de forma gratuita, através de acessos a sites  direto da net.

Obra: O Mal Estar na Civilização.


 



O Mal Estar na Civilização - Síntese.

Alis Tatiana Minervino. 


Esta trata-se de uma concepção sobre os processos contidos no livro O Mal Estar na Civilização de Sigmund Freud. O estudo pretende assim ser um contributivo para agregar conhecimentos e tentadesvendar alguns questionamentos que cercam esse assunto. 

Neste Sigmund Freud interpela, analisa novas e antigas questões. Definindo civilização como tudo que difere o homem da vida animal, que o afasta de sua natureza, ou seja, civilização  abrangeria o controle do homem perante a natureza, como conjunto de regulamentos que regrem os relacionamentos humanos. 

 O principal problema abordado por Freud nesta Obra é  indagar, como a civilização não consegue atingir a felicidade. Embora o desenvolvimento da humanidade seja "congruente", ele ainda tem vícios que o impedem de percorrerem o caminho em direção à felicidade.  


A resposta freudiana caminha no sentido de indicar três fontes causadoras do nosso sofrimento: 1) o poder superior da natureza, 2) a fragilidade de nossos próprios . corpos e 3) a inadequação das regras que procuram ajustar os relacionamentos mútuos dos  seres humanos na família, no Estado e na sociedade. Para as duas primeiras fontes, a explicação é de que: “nunca dominaremos completamente a natureza e o nosso organismo corporal, ele mesmo parte desta natureza, permanecerá como uma estrutura passageira, com  limitada capacidade de adaptação e realização”.  (Trecho livro O Mal Estar na Civilização, Sigmund Freud. páginas 43.) 


A discussão caracteriza-se por uma ampla utilização dos conceitos de ego, libido, narcisismo, neurose, psicoses, sadismo e outros que  se  entrelaçam. Trilhando o caminho da psicanálise, Freud estabelece  ao especifica-los uma hierarquia temporal. A natureza humana, o comportamento, o corpo, a mente são seus principais objetos e por consequência as relações humanas na sociedade. 

 Sua finalidade não intenciona à análise pura e simples do indivíduo, mas deste sujeito inserido. Influenciando e sendo influenciado, nesta sociedade. E traz como um fator determinante nesta construção o histórico  familiar do homem primitivo até chegar a nossa civilização. Que deve continuar evoluindo para que um dia  as leis sejam feitas por todos. E para todos na busca da felicidade. 

 Este seguimento é uma ideia que percorre toda a obra. Sendo o termo civilização entendido como progresso. Esta tenciona regular o impulso social, sendo construída sobre uma renúncia aos instintos poderosos. Ela pressupõe exatamente a não satisfação pela opressão destes instintos. 

O problema da natureza humana, segundo Freud é a agressividade. Em sua pesquisa ele percebeu que existe uma inclinação para a agressão nos homens. Fator que perturba o relacionamento entre eles, mas não apenas é necessário entender o seu funcionamento. No processo "civilizador" em curso a inclinação para a agressão, como uma disposição instintiva original do homem, serve como impedimento à civilização, escreveu Freud. .  


Para responder ele utilizará os conceitos de ego, superego e de sentimento de culpa, vejamos: a agressividade do indivíduo é “introjetada, internalizada; ela é, na realidade, enviada de volta para o lugar de onde proveio, isto é, dirigido no sentido de seu próprio ego.  Aí, é assumida por uma parte do ego, que se coloca contra o resto de ego, como superego, e que então, sob a forma de „consciência‟, está pronta para pôr em ação contra o ego a mesma agressividade rude que o ego teria gostado de satisfazer sobre outros indivíduos, a ele estranhos. A tensão entre o severo superego e o ego, que a ele se acha sujeito, é por nós chamada de sentimento de culpa; expressa-se como uma necessidade de punição.” (Trecho livro O Mal Estar na Civilização, Sigmund Freud. páginas 84/85)  


Consequentemente a linha de  raciocínio seguida por Freud, entende que a civilização consegue dominar o perigoso desejo de agressão do indivíduo, enfraquecendo-o, desarmando-o e estabelecendo no seu interior um agente para cuidar dele. Trata-se do sentimento de culpa que Freud atribui a duas origens: A que sobrevém das construções vinculares do superego do sujeito e aquela que surge do temor a uma  autoridade.  

Assim percebe-se que as tentações instintivas são simplesmente aumentadas pela frustração constante, quando o superego atormenta o ego ao passo que a sua satisfação ocasional as faz diminuir ao menos por algum tempo. 

Quando Freud fala em civilização, ele tem em mente como primeira exigência para mesma, a ideia de justiça, ou seja, a garantia de que uma lei, uma vez criada, não será violada em favor de um indivíduo. Conforme menciona: 


Neste sentido, propõe Freud como resultado final do processo civilizatório a criação de um estatuto legal para o qual todos contribuam com um sacrifício de seus  instintos e que não deixe ninguém  a mercê da força bruta, exceto os incapazes de ingressar numa comunidade. (Trecho livro O Mal Estar na Civilização, Sigmund Freud. páginas 54.) 


  relação  entre civilização e sentimento de culpa é estreita. Só e possível alcançar os objetivos civilizacionais, mantendo os indivíduos ligados através do fortalecimento  deste sentimento. Desenvolvendo um super ego cuja influência produz a evolução cultural. Como descrito no trecho abaixo: 


Neste sentido, um extremo condena o indivíduo a ser exposto a perigos, que surgem caso uma técnica de viver, escolhida como exclusiva, se mostre inadequada. Contudo, o êxito dependerá fundamentalmente da capacidade da constituição psíquica em adaptar sua função ao meio ambiente e então explorar esse ambiente em vista de obter um rendimento de prazer.”  (Trecho livro O Mal Estar na Civilização, Sigmund Freud. página 41.) 


Uma observação sobre a reflexão de Freud:  

É  necessário  refletirmos sobre meios que viabilize esta  busca incondicional do homem por por um universo mais integro. Diante de tanto sofrimento, talvez a resposta que Freud dá aos seus pacientes em relação à pergunta sobre como poderá ajudá-los com a análise, esclarece o que a psicanálise pode fazer aos homens, além de tê-los esclarecido sobre a possibilidade real de serem "felizes":  



Sem dúvida o destino acharia mais fácil do que eu aliviá-lo de sua doença. Mas você poderá convencer-se de que haverá muito a ganhar se conseguirmos transformar seu sofrimento histérico numa infelicidade comum. Com uma vida mental restituída à saúde, você estará mais bem armado contra essa infelicidade. (Trecho livro O Mal Estar na Civilização, Sigmund Freud. página 48.)

sábado, 11 de junho de 2016

25 Temas de Filmes para estudo de caso. Com enfoque na "Depressão."

 No momento atual tem sido comum nos depararmos com pacientes que buscam acompanhamento psicanalítico  previamente medicados e  diagnosticados com depressão. A "depressão", tem-se apresentado na sociedade como um grande mal a ser analisado. Principalmente porque aflige o sujeito no âmbito físico, emocional e em seu papel social.  Pensando neste tema  faremos  uma abordagem completa sobre: As construções Psicanalíticas, partindo da obra Freudiana " Mal estar no Civilização."  Aguarde Breve no blog.

Recorte de um dos ricos enfoques contidos no Livro -  "Mal Estar na Civilização." Freud. 




25 Temas de Filmes para estudos, com a temáticas direcionados a "Depressão."


Em 2002 foi lançado-  As Horas.


Em 1993 foi lançado - A Liberdade é Azul.

  

Em 2009 foi lançado - As faces de Hellem. Obs.: Síntomas de Bipolaridade.



Em 1999 foi lançado - As virgens Suicidas.

Em 2014 foi lançado - CAKE, Uma razão para viver.


Em 2010 foi lançado- Como Esquecer.


Em 2009 foi lançado -  O Direito de Amar


Em 2002 foi lançado- Ela.



Em 2012 foi lançado - Entre Vales.


Em 1976 foi lançado- Face a Face. 



Em 2008 foi lançado - Foi Apenas um Sonho.


Em 2002 foi lançado - Garota, Interrompida 


Em 1980  foi lançado - Gente com Agente.



Em 2009 foi lançado - Le Herisson. Observação - Baseado na obra de Muriel Barbery.


Em 2011 foi lançado - Melancolia.


Em 2009 foi lançado - O Psicólogo. 


Em 2001 foi lançado - Os Excêntricos  Tenenbaums.


Em 2006 foi lançado - Pequena Miss Sushine.


Em 2010 foi lançado - Reencontrando a Felicidade.



Em 2001 foi lançado - Geração Prozac.


Em 2010 foi lançado - Se enlouquecer. Não se Apaixone


Em 2003 foi lançado - Sylvia. Paixão além das palavras


Em 2013 foi lançado - Terapia de Risco.


Em 2008 foi lançado - - Um estranho em mim


Em 2014 foi lançado -  Irmãos Desastre.


Antes de “curar” alguém, pergunte se ele está disposto a desistir das coisas que o deixaram doente".

Mudanças exigem decisões difíceis, porém necessárias. Há situações que o sujeito demanda maior tempo até perceber o seu padecimento psíquico...