sábado, 24 de janeiro de 2026

Psicanalista Alis Minervino


Acolhimento e Transformação através da Psicanálise.


Em um mundo marcado pela pressa e pelas incertezas, o autoconhecimento surge não apenas como um desejo, mas como uma necessidade fundamental. 

Alis Minervino é psicanalista e dedica sua trajetória a auxiliar indivíduos no complexo processo de decifrar o inconsciente e ressignificar suas histórias.

Com uma abordagem centrada na escuta ética e sensível, Alis acredita que "para florescer, é necessário emergir". Seu trabalho foca em encorajar o analizando 
 a sair da zona de conforto, enfrentando medos e frustrações para construir uma vida com mais autonomia e equilíbrio emocional.

Pilares da sua atuação profissional: 


• Resgate da Singularidade: 
Um espaço seguro para que cada indivíduo reconheça sua própria voz em meio às pressões externas.

• Ressignificação da Dor:
A psicanálise como ferramenta para transformar feridas em degraus de amadurecimento.

Coragem e Decisão:
O estímulo constante para que o analizando assuma o protagonismo de sua jornada, compreendendo que não há certezas, mas sim a coragem de se reinventar.

Seja para lidar com a ansiedade, crises existenciais ou a busca por um propósito maior, o acompanhamento com Alis Minervino propõe um mergulho profundo na psiquê, onde o objetivo final é sempre a conquista de uma mente mais livre e consciente.

"Não há garantias ou certezas. Há decisão e coragem."


 




 

sexta-feira, 3 de outubro de 2025



A busca por felicidade é utópico, um dos caminho para encontrar a harmonia interior é priorizar a paz. 

Paz não é busca. Paz é decisão.

                                     Alis Minervino Psicanalista


 

domingo, 16 de janeiro de 2022

Antes de “curar” alguém, pergunte se ele está disposto a desistir das coisas que o deixaram doente".




Mudanças exigem decisões difíceis, porém necessárias. Há situações que o sujeito demanda maior tempo até perceber o seu padecimento psíquico. 


Somos regidos por um inconsciente que insiste em nos “pregar peças.” Distorcendo a percepção das reais necessidades. (Ics)


A psicanálise compreende estas dificuldades.  


O sujeito aprende a conviver com o adoecimento visto que, beneficia-se dos ganhos secundários. (Ics) 


São nutridos  por uma satisfação ou identificação. Definido, sustentado e verbalizado  como: “esse é meu jeito de ser." (Potencializado por fatores inconsciente.)


O sujeito incorpora uma condição cujo pensamento, impulso, comportamento, sentimento e outros não tem consonância com o ego. Tão pouco com a imagem que nutri de si próprio. Definido  como sintomas egossintônico. 


Hipócrates diz que : 

"Antes de “curar” alguém, pergunte se ele está disposto a desistir das coisas que o deixaram doente". 


O caminho a ser percorrido no processo de analise não é confortável. A raiz dos sintomas são de origem inconscientemente.


É natural durante o percurso de analise alternâncias entre conforto/ desconforto, frustração, raiva….

Todos estes constam com parte integrante deste imergir.


Somos seres integrais com experiencias distintas, portanto evoluímos de forma, de modos e em tempos diferentes. 


 Aprofundar o conhecimento sobre si mesmo, oferta benefícios imensuráveis a vida e estende-se a relação de convívio externo. 


Psicanalista Alis Minervino

@espacopsique_oficial 

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Negar a tristeza - Positividade Toxica

 

    Negar a tristeza - Positividade Toxica  






Exigências como; Manter o otimismo a todo custoestar de bem com a vida, alegre e contente a todo tempo. São modelos e narrativas questionáveis, perigosos e um tanto irreais. Inclusive favorece o adoecimento psíquico, segundo estudos.


Negar a tristeza, negar a si mesmo o  direito de não estar bem em determinados momentos pode ser exaustivo, e para alguns reflexo de fracasso, incompetência, fraqueza, falta de fé…

Acreditem  não é o caso. 

Todos nos temos o direito àquele momento.


Oi!! Chutar o balde?

 Tudo bem! 






A tristeza é uma das emoções que nos circunda. A vida não é estática, compõe-se de movimentos que integram etapas. 

Sofrer com a dor das perdas, dos desconfortos, das frustrações é humano, é natural, é parte do ciclo vital.

É válido não atribuir a esta aflição, o poder de se instalar e  fazer morada permanente dentro de nos. 

Em momentos de crise, conflito e sofrimento, é importante não sentir vergonha e buscar ajuda. 

Há profissionais que podem auxiliar a compreender e elaborar este e outros sentimentos.





Reflexão

Fonte - Dialog - Speech bubbles with two faces 





 “ Verbalizamos para comunicar  sentimentos, pensamentos ou ideias. Contudo a interpretação do outro, é afetado por experiencias vividas, internalizados ao longo da vida.” 

Psicanalista Alis Minervino.








sábado, 27 de novembro de 2021

Psicanálise - Síntese Abordagens e Técnicas


Síntese

 A psicanálise tem abordagens e técnicas diferentes que serão indicadas conforme  a recomendação do analista, de acordo com a necessidade  do sujeito. 
Essas técnicas podem ser:

  • A Psicoterapia de orientação analítica : é uma técnica usada com adultos, seus objetivos são mais focados na resolução  de situações e  problema específico como depressão e ansiedade;

  • Psicodrama: também indicada a adultos,  consiste em simular cenas  fictícias de acontecimentos reais vivenciados  pelo sujeito. O terapeuta analisa ações para compreender sentimentos e pensamentos;

  • Infantil: técnica com foco em crianças e adolescentes, trabalha questões relacionados a depressão, insônia, agressão extrepma, pensamento obsessivo, dificuldade de aprendizagem,  distúrbios alimentares entre outros;

  • Casais: O terapeuta é o  mediador, com a função de  suscitar analises e reflexões para ampliar a compreensão  do casal sobre a dinâmica do relacionamento e solução  para lidar com conflitos acionados por gatilhos que resultantes em tensões.

  • Grupos psicanalíticos: Desenvolver atividades sob olhar técnico do psicanalista que auxilia grupos de pessoas a compreenderem suas emoções, apoiando-se um no outro através compatilhamento de experiencias  vividas.






sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Porque Psicanálise?

 “O Psicanalista é um provocador, com a função de “estimular”reflexões sobre questões experienciadas geradores de sofrimentos.”                                                                                Alis Minervino





Temos estrutura psíquica que nos define como sujeito, como nos relacionamos e reagimos aos estímulos externos. 


A forma como enfrentamos os acontecimentos que a vida apresentam podem gerar sofrimento e angústia. Algumas das causas para estes sentimentos tem respostas no inconsciente, isto é uma “dimensão” do psiquismo desconhecida.


Neste momento a Psicanálise se torna relevante, uma vez que é o campo de conhecimento cuja premissa é o inconsciente.


O processo de análise desperta e aflorar esta dimensão denominada inconsciente. 


  No Setting Analítico, espaço de atendimento seguro e acolhedor, o analista auxilia o paciente a perceber, conhecer, compreender e  lidar com questões e gatilhos geradores do sofrimento. 


Destituído de julgamentos o paciente e estimulado a verbalizar dores e desconfortos somados ao longo da vida. É um momento também para descoberta de potenciais. 

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Alis Minervino - Psicanalista




Avance os degraus sem precipitar as etapas. 

O experienciado no transcorrer do processo, promove crescimento e amadurecimento. 

                              

                               Alis Minervino

                   Psicanalista Clínica Didata Supervisão






📋 Informações


◾️Doutorado em Psicanálise Clínica e Supervisão.

◾️Mestrado Psicanálise Clínica e Didata.


◾️ Especializações:

▪️ Terapia Familiar;

▪️ Cuidados Paliativos;

▪️ Tanatologia: Sobre a Morte e o Morrer;

▪️ Psicoterapia em intervenção, crise e prevenção do suicídio. 



          




quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Espaço Psique

 





Avance sem precipitar as etapas.

O experienciado no transcorrer do processo, 

gera crescimento e amadurecimento. 

                                   

                                              Psicanalista Alis Minervino 









Analise conflitos e atribua novos significados a experiências dolorosas. 
Reelabore afetos e integre páginas inéditas a sua história.

                                                                Psicanalista Alis Minervino 


domingo, 18 de março de 2018

Desenvolvimento Psicossexual - Segundo Freud.

Desenvolvimento Psicossexual - Fases

                                                                                         Por: Alis Minervino.

O estudo tem por objetivo, discorrer de forma lacônica sobre as fases do Desenvolvimento Psicossexual – Segundo Freud.  Este é um tema que desafia especialistas. Enumeras são as produções que visam trazer uma compreensão correlacionada ao curso do tema.  Cada uma com peculiaridades próprias.

Freud após pesquisas e análises conclui que os comportamentos são defensivos e incitados por impulsos do ID, enquanto o EGO e o SUPEREGO, são constituídos por experiências relacionais e objetais na infância. Isto nos diferencia uns dos outros e nos torna seres impares, visto que, é impossível um ser, sendo ele único viver experiências iguais a vida de outro ser. Conceito de ID, EGO, SUPEREGO partir de Freud (1940, livro 7, pp. 17-18).


“O Id contém tudo o que é herdado, que se acha presente no nascimento e está presente na constituição, acima de tudo os instintos que se originam da organização somática e encontram expressão psíquica sob formas que nos são desconhecidas. O Id é a estrutura da personalidade original, básica e central do ser humano, exposta tanto às exigências somáticas do corpo às exigências do ego e do superego. O Id seria o reservatório de energia de toda a personalidade.” “O Ego é a parte do aparelho psíquico que está em contato com a realidade externa. O Ego se desenvolve a partir do Id, à medida que a pessoa vai tomando consciência de sua própria identidade, vai aprendendo a aplacar as constantes exigências do Id. Como a casca de uma árvore, o Ego protege o Id, mas extrai dele a energia suficiente para suas realizações. Ele tem a tarefa de garantir a saúde, segurança e sanidade da personalidade. Uma das características principais do Ego é estabelecer a conexão entre a percepção sensorial e a ação muscular, ou seja, comandar o movimento voluntário. Ele tem a tarefa de auto-preservação. o ego é originalmente criado pelo Id na tentativa de melhor enfrentar as necessidades de reduzir a tensão e aumentar o prazer. O Ego tem de controlar ou regular os impulsos do Id, de modo que a pessoa possa buscar soluções mais adequadas, ainda que menos imediatas e mais realistas. Esta última estrutura da personalidade se desenvolve a partir do Ego.
O Superego atua como um juiz ou censor sobre as atividades e pensamentos do Ego, é o depósito dos códigos morais, modelos de conduta e dos parâmetros que constituem as inibições da personalidade. Freud descreve três funções do Superego: consciência, auto-observação e formação de ideais. Enquanto consciência pessoal, o Superego age tanto para restringir, proibir ou julgar a atividade consciente, porém, ele também pode agir inconscientemente. As restrições inconscientes são indiretas e podem aparecer sob a forma de compulsões ou proibições. O id é inteiramente inconsciente, o ego e o superego o são em parte. "Grande parte do ego e do superego pode permanecer inconsciente e é normalmente inconsciente. Isto é, a pessoa nada sabe dos conteúdos dos mesmos e é necessário despender esforços para torná-los conscientes" ( FREUD, 1933, livro 28, p. 88-89


O Pai da Psicanalise destaca-se como um dos mais influente teórico dos últimos dois séculos. Suas radicais abordagens sobre os diversos conteúdos, como a sexualidade e o inconsciente, impulsionaram o meio tradicionalista da sociedade no final séc. XX. Momento o qual a figura representativa da criança era vislumbrada como ser imaculado e puro, ou seja, um ser não sexual. Sigmund afirma com base em estudos e pesquisas que a sexualidade evolui na criança através de estágios ou etapas de desenvolvimento, dividindo-as em fases: Fase oral, fase anal, fase fálica, período de latência e fase genital.  A frente decorrei sobre estes estágios de forma sucinta
.
A fase oral primeiro estágio do desenvolvimento, ocorre do nascimento aos 18 meses, zona erógena a região bocal. O eixo de gratificação libidinal advém do prazer gerado ao alimentar-se no seio materno, o sugar, o morder (posterior), o engolir e da exploração do seu ambiente (objetos conduzidos a boca).

Toda esta demanda provém do ID, integrando-o como instancia predominante, visto que o EGO e SUPEREGO não estão desenvolvidos integralmente nesta fase. Apenas o EGO ainda de modo primitivo, inicia seu desenvolvimento neste estágio. Se não há formação de identidade, as ações da criança irão basear-se no princípio de prazer. Conforme descrito no texto a seguir


...”o ego infantil está se formando durante o estágio oral; dois fatores contribuem para sua formação: (i) no desenvolvimento de uma imagem de corpo, a criança é discreta do mundo externo; por exemplo, a criança compreende a dor quando é aplicada ao seu corpo, identificando, assim, os limites físicos entre seu corpo e meio ambiente; (ii) experimentar uma gratificação atrasada leva à compreensão de que comportamentos específicos satisfazem algumas necessidades, como por exemplo chorar gratifica certas necessidades.”https://pt.wikipedia.org/wiki/Desenvolvimento_psicossexual#Fase_oral


Os objetos predominantes são os seios e seus sucedâneos, como (chupetas, dedos, sugadores e alimentos). Fase caracterizada por urgência das necessidades, dependência total, baixa tolerância a frustração e a ansiedade de separação. Momento que inicia-se também a apreensão do mundo em volta, como bom ou mal, representação de perigo ou segurança, sentimento de satisfação ou frustração. O que é apreciado ou não, vincula-se ao anseio de leva-lo a boca.

Este período divide-se em dois tipos de comportamento: O oral incorporativo (ingerir) e o comportamento agressivo ou sádico (morder ou cuspir), que observa-se na eflorescência do surgir das primeiras dentições.

Teóricos definem que a libido se mantém em alguns de nós, como fixação. O próprio Freud chegou a pontuar que toda a neurose e disfunção mental em adultos derivam da “fixação” em uma das fases. Observados em fumantes, declamadores (pessoas falam demasiadamente), no sexo oral, roer unhas, hábito de levar objetos a boca (canetas, palito) ou consumir gomas de mascar, balas entre outros.

Observa-se que o crescimento físico acontece de modo constante. Enquanto o desenvolvimento da psique alterna momentos de stress e ansiedade. Quando estas mudanças oscilam descomedidamente produzem mais ansiedade e pode ocasionar uma permanência no estágio de desenvolvimento presente, como estratégia de defesa do EGO. Esta defesa denominamos “Fixação.” Ou seja, fixação seria o apego da libido a um estágio inicial/primitivo de desenvolvimento. Conforme citado na teoria da personalidade, Fadigman, James Frager, Robert.

...” Conforme a criança cresce, outras áreas do corpo desenvolvem-se e tornam-se importantes regiões de gratificação. Entretanto, alguma energia é permanentemente fixada ou catexizada nos meios de gratificação oral. Em adultos, existem muitos hábitos orais bem desenvolvidos e um interesse contínuo em manter prazeres orais. Comer chupar, morder, lamber ou beijar com estalo, são expressões físicas destes interesses. Pessoas que mordicam constantemente, fumantes e os que costumam comer demais podem ser pessoas parcialmente fixadas na fase oral, pessoas cuja maturação psicológica pode não ter se completado. A fase oral tardia, depois do aparecimento dos dentes, inclui a gratificação dos instintos agressivos. Morder o seio, que causa dor à mãe e leva a um retraimento do seio, é um exemplo deste tipo de comportamento. O sarcasmo do adulto, o arrancar o alimento de alguém, a fofoca, têm sido descritos como relacionados a esta fase do desenvolvimento. A retenção de algum interesse em prazeres orais é normal. Este interesse só pode ser encarado como patológico se for o modo dominante de gratificação, isto é, se uma pessoa for excessivamente dependente de hábitos orais para aliviar a ansiedade.” Fonte:"Teorias da Personalidade".Fadigman, James Frager, Robert.http://www.psiquiatriageral.com.br/psicoterapia/freud4.htm

Fase anal segundo estágio do desenvolvimento, ocorre entre os 18 à 36 meses (1 à 3 anos). Zona erógena é a região anal. Período em que a criança aprende a controlar os esfíncteres e lidar com a frustração de não poder suprimir a suas necessidades de forma imediata. As técnicas utilizadas para apreender esta insatisfação, se inadequadas podem influir no desenvolvimento de uma personalidade anal agressivo hostil e sádico na vida adulta, como acessos de raivas, destrutividade ou uma personalidade retentora, teimosa, mesquinha, compulsivamente limpa, rígida entre outros.


A criança retém as fezes em troca de ganhos secundários, elogio ou recompensa dos pais. No entanto o ato manipulador pode ocorre também no sentido inverso, tencionando “destruir” seu progenitor. Vale ressaltar que são ações de ordem do inconsciente.

O estimulo a práticas higiênicas contribui também para formação desta personalidade. Ou seja, o “interferir” na satisfação gerada com a ação deste impulso instintivo e característico do estágio que é o prazer erótico da evacuação. Vale registrar que o contato com substancias de consistência similares a excreção como massa de modelagem, plasticina, barro, argila entre outros são estímulos.

Esta é a fase da absorção de normas sociais, neste estágio a criança absorve de seus vínculos compreensões sobre diferenças entre; certo/errado, limpo/sujo, bom/mal... Momento em que a criança se percebe em maio a tabus e restrições, com relação a temas que envolvem sua genitália ou sexualidade.

Quando os mecanismos utilizados na orientação da criança com relação aos impulsos biológicos são rígidos, severos, repressores, podem desencadear uma reação de retenção (fezes), como mencionado acima. Se esta reação ocorre de forma simbólica difundindo-se a outros comportamentos, a criança desenvolverá, segundo Freud, um carácter anal-retentivo. Sigmund destaca-se entre os estudiosos ao afirmar que o caráter e seus desdobramentos poderiam ser evidenciados como transmutações permanentes dos impulsos primitivos infantis.  Conforme descrito por Rodrigues:

...A  criança pode reagir às excessivas exigências de uma outra forma: em vez de reter as fezes e de infligir sofrimento a si própria, revolta-se contra a dureza e repressão do treino, expelindo-as nos momentos menos apropriados. Freud fala, neste caso, por generalização simbólica, de carácter expulsivo anal - protótipo de todos os traços expulsivos da personalidade: crueldade, assombros de fúria, irritabilidade, sadismo, tendências violentas e destrutivas e também desorganização. Fonte: Psicologia, Luis Rogrigues, Plátano Editora [Modificado]


A criança que evoluciona de forma inadequada ou ineficaz desencadeara conflitos no decorrer de sua vida, em termos psicológicos fixação na fase. Freud aponta como três características principais no caráter anal; ordem, parcimônia (economia).
Alguns comportamentos expressos pelo adulto como avareza, interesse por colecionar ou acumular objetos, economia, encontram neste o seu padrão. Inconscientemente agrupa-se no folclore diversos termos correlacionados a identidade da dejeção como; “ podre de rico”, “lambuzento de dinheiro”, “o dinheiro fede”, cheiro de dinheiro entre outros.


Fase Fálica, Freud define-a como a de maior importância e acontece entre os quatro e seis anos, variando entre teóricos. Zona erógena principal pênis ou clitóris. Etapa que marca o início da chegada do nível Edipiano, da libido e do SUPEREGO ao desenvolvimento. Neste os vínculos relacionais constituem maior complexidade comparados aos estabelecidos no passado. Enfatiza-se as relações triangulares, observa-se a presença de comportamento narcísico, exibicionista e curioso. Contraposto é também um período de conflitos, pensamentos incestuosos, masturbação e fantasias, onde o real e o moral divergem com o ID.   

Tem o foco direcionado a região genital, onde o pênis é o objeto de maior interesse entre ambos os sexos, constituindo na criança o pensamento que ambos os gêneros possuem pênis. Se questionados quanto as diferenças, desenvolvem teorias infantis a exemplo do “Complexo de Castração”, no qual a criança deduz que meninas não portam pênis em função de tê-lo sido arrancado. É natural nas meninas um sentimento de incompletude e inveja do pênis.

Segundo Freud na fase fálica ocorre o que ele definiu como o Complexo de Édipo, desejo inconsciente dos meninos pela figura materna e o Complexo de Electra desejo inconsciente da menina pela figura paterna. Fato que desencadeia em ambos a cobiça por substituir ou destruir o consorte do seu objeto de amor, avaliando-o como adversário ou oponente.

O complexo de Édipo traz em seu contexto uma multifuncionalidade própria, manifesta-se nos meninos como angustia pela possibilidade da castração. O pavor que o pênis seja cortado, levando-o a reprimir o desejo sexual pela mãe. Com intento de minimizar seu conflito interno, cria uma identificação com o pai, assumindo para si comportamentos e atitudes do vínculo paterno momento de instauração do SUPEREGO.

O complexo de Electra desponta na menina com a descoberta que apenas o menino tem pênis, enquanto que ela não o possui. Imputando culpa a sua mãe, destitui parte deste amor materno. Contraposto, oferta todo sentimento ao pai, em função da inveja que nutre “daquele que detém o falo.” Fato que equipara-se a angustia da castração. No entanto, não há narrativas Freudianas ou escritos na literatura que justifique ou explique a identificação da menina com a mãe e o restringir do amor ofertado a figura do pai, assim como ocorre inverso no Complexo de Édipo.

Trata-se de uma importante fase visto que, define atitudes e relações concernente ao sexo oposto na fase adulta. A suplantação do édipo não restringe-se apenas a postura familiar ou dos pais, mas simultaneamente ao êxito da criança ao preenche-lo. Sendo recalcado ou apenas reprimido poderá manifestar-se no futuro patologicamente. O SUPEREGO é o legatário dos desígnios e limitações postas pelos pais.

A fixação nesta fase tem suas bases nos conflitos e agruras edipianos. No homem pode desenvolver personalidades ou comportamentos paradoxais numa tentativa de demonstrar que não foram castrados. Envolvendo-se e seduzindo inúmeras mulheres as tantas possíveis, concebendo filhos aleatoriamente ou como afirmação figurativa da masculinidade, conquistando alavancado sucesso profissional. Podem também fracassar na vida profissional e sexual em função do nutrir sentimentos de culpa recalcados por posicionar-se rivalizando com o pai pelo amor da mãe.  Desenvolvem relacionamentos objetivando encontrar a imagem materna, ato que promove a nível de futuro significante perturbação nos relacionais.

Na mulher está perturbação apresenta-se de modo especifico em relação a figura masculina, revela uma postura sedutora a qual subtende-se a negação de contatos sexuais (sedução retraimento). Esta postura inconscientemente, revela peculiaridades advindas da relação estabelecida com pai. Um jogo de atração e recalcamento do desejo. Sendo este o modelo transmitido para futuras experiencias afetivas. O homem fantasiado como tipo ideal, passa a ser modelado segundo a imagem paterna. A fixação acentuada por essa imagem, somados a tenacidade do desprezo pela mãe, segundo especialistas podem desencadear disfunções psíquicas, como o desejo de morfologicamente parecer como pai desprezando sua anatomia feminina.

Período latente; tem inicio aos cinco anos e segue até  o período da puberdade, por volta dos dez anos. Freud não o conceitua como fase do desenvolvimento psicossexual, analisando os instintos sexuais percebeu-se que os mesmos se mantem em repouso e sublimados; em práticas esportivas, amizades com pessoas do mesmo sexo, hobbes entre outros.  Etapa em que o SUPEREGO é mais sistematizado em consequência da convivência e absorção das normas sociais, momento de composição dos sistemas de valores, onde a criança é mais maleável, flexível, comunicativa e autoconfiante.

As fantasias e impulsos de ordem sexual são substituídos pelo desenvolvimento cognitivo, com a “suplantação ou interrupção” do Complexo de Édipo e de Electra. É importante ressaltar que latência é definido como estado do que se acha encoberto, incógnito, não-manifesto, adormecido, digo seria o tempo entre o estímulo e a reação do indivíduo.

Vale notabilizar que o EGO e SUPEREGO permanecem em processo de maturação neste ciclo, os impulsos e desejos sexuais não são atendidos, estes serão recalcados e exprimido na fase subsequente. Freud afirma que o período de latência se prolonga até a puberdade:

Durante ele a sexualidade normalmente não avança mais, pelo contrário, os anseios sexuais diminuem de vigor e são abandonadas e esquecidas muitas coisas que a criança fazia e conhecia. Nesse período da vida, depois que a primeira eflorescência da sexualidade feneceu, surgem atitudes do ego como vergonha, repulsa e moralidade, que estão destinadas a fazer frente à tempestade ulterior da puberdade e a alicerçar o caminho dos desejos sexuais que se vão despertando.  FREUD, 1926, livro XXV, p. 128..


Com relação a possíveis pontos de fixação neste período, não foram encontrados, observados ou relatados tipo especifico ou não especifico.

Fase genital; última das fases, marca o início da puberdade e o retorno as pulsões sexuais. Regresso da libido a zona genital, acontece em função do interesse por estabelecer relações amorosas e procriar. O que foi vivenciado preliminarmente em antigos estágios definirão as diversas áreas e predileções futuras da vida. Inclusive a preferência ou escolhas dos pares, de acordo com Sigmund. Os conflitos, crises e situações mal elaboradas em etapas regressa emergirão na fase genital, no entanto se o processo estabeleceu-se favoravelmente o sujeito poderá evolver para um indivíduo mais “equilibrado.”  

Um significativo acontecimento é a maturação fisiológica dos sistemas hormonais, que resultam na intensificação dos impulsos, em especial os impulsos sexuais. Exigindo um manejo maior no controle psicológico sobre as pressões provenientes destes impulsos. Neste ciclo se estabelece um movimento de vida com maior independência, devido a cisão emocional com os vínculos paterno/materno.

Observou-se também alguns dos sentidos mais acentuados, um destes é a visão ou olhar. O despertar pelo desejo de mostrar sua genitália e observar os órgãos genitais do outro. Este ato curioso e de exibição estende-se a outras regiões e funções corpóreas.

Com relação a possíveis pontos de fixação neste período, não foram encontrados, observados ou relatados tipo especifico. Porém Freud sugeriu que a fixação genital era realmente o que as pessoas deveriam estar se esforçando para conseguir. Tornando-se fixada nesta fase, a pessoa está pronta para um relacionamento duradouro, amoroso, sexual e formando fortes ligações com parceiros românticos.

Esta prossecução de etapas que se desenvolve naturalmente na infância denomina-se manifestações do impulso sexual.

Conclui-se na afirmação Freudiana que a personalidade, o caráter e a formação das neuroses floresce na infância, sendo os pais em maior escala influenciadores. Estas serão solidificadas e ajustadas por volta do quinto ano de vida. Ele esclarece que a conflagração sexual infantil movimenta-se em derredor de territórios particulares, cada área do corpo compromete-se em maior escala com núcleo do confronto em variáveis idade. De acordo com a menção abaixo:

Em seu livro de 1905, Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, Freud teorizou que algumas pessoas podem desenvolver fixação psicológica devido uma ou mais das seguinte causas: Falta de gratificação adequada durante uma das fases do desenvolvimento psicossexual. Receber uma forte impressão de um desses estágios, caso em que a personalidade da pessoa iria refletir essa fase ao longo da vida adulta. (Ele também afirmava que "essas primeiras impressões da vida sexual são caracterizadas por um aumento da obstinação ou susceptibilidade à fixação de pessoas que mais tarde tornam-se neuróticas ou pervertidas")
https://pt.wikipedia.org/wiki/Desenvolvimento_psicossexual#Fase_anal

Em resultado a esta observação Sigmund engendrou a teoria dos estágios psicossexuais do desenvolvimento, conceituando-os por regiões erógena do corpo e os conflitos por fase de desenvolvimento. Insatisfações ou aprazimentos podem produzir uma interrupção transitório ou definitiva no desenvolvimento, podendo o sujeito fixar-se em um dos ciclos evolutivos da personalidade, estabelecendo o que Freud cognomina Fixação.


Dona Hermínia - Terapia Completo (Analise)


jackielost

. Publicado em 28 de abr de 2015.





 Referências Bibliográficas:


BALLONE GJ - Alfred Adler, in. PsiqWeb, internet, disponível em http://www.psiqweb.med.br/, revisto em 2005
CALVIN S. Hall; Gardner Lindzey; John B.Campbell (2000). Teorias da personalidade - 4ed. Artmed. p. 65. ISBN 978-85-363-0789-3.
CARRARA, Kester. Introdução à psicologia da educação. São Paulo: Avercamp, 2004.
FADIMAN, James & Frager, Robert (1976), Teorias da Personalidade, São Paulo, HARBRA, 1986
FREUD, S. (1905). Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (no original em alemão, Drei Abhandlungen zur Sexualtheorie).
FREUD, S. (1920). Além do Princípio de Prazer. In: FREUD, S. Escritos sobre a psicologia do inconsciente. v. 2. Rio de Janeiro: Imago, 2006, p. 123-198.
JERALD Kay; Allan Tasman; Jeffrey A. Lieberman (2002). Psiquiatria. Editora Manole. p. 49. ISBN 978-85-204-1165-0.
JESS Feist; Gregory J. Feist (2008). Teorias da Personalidade - 6.ed.. p. 36. ISBN 978-85-8055-000-9
SCHULTZ, Duane P; SCHULTZ, Sidney Ellen. Teorias da personalidade. 4ª Edição. São Paulo: Cengage Learning, 2002.
RODRIGUES Luis, Psicologia, Plátano Editora [Modificado]
SITE:http://sebentafilosofica.blogspot.com.br/2011/10/tracos-adultos-associados-fixacoes-num.htm
SITE: https://pt.wikipedia.org/wiki/Fixa%C3%A7%C3%A3o_oral
SITE: https://psicanaliseclinica.com/fases-da-sexualidade/
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SITE:https://pt.wikipedia.org/wiki/Desenvolvimento_psicossexual#Fase_anal






sábado, 11 de março de 2017

Psicanalise das Pulsões: O Sujeito e o Ecossistema.




Psicanalise das Pulsões: O Sujeito e o Ecossistema.

Por: Alis Minervin

O estudo pretende assim ser um contributivo para a evolução do conhecimento e tenta desvendar alguns questionamentos que cercam esse assunto. Tais como: A tendência dos seres humanos para a destruição é proporcional à sua inclinação para viver? Quais seriam as raízes desta força destrutiva? Seria está uma tendência adotada coletivamente ou há divergências?  Teria um caráter primário ou secundário? É próprio do ser humano ou foi assimilado?

Freud mestre da psicanálise, pensou o aparelho psíquico como um espaço virtual, o qual integra forças inconscientes internas que se opõem umas as outras. Definindo-os a princípio como instintos de vida ou Eros e instinto Morte ou Thanatos.

Integram-se ao Eros os instintos sexuais e de autopreservação tencionando a obtenção de prazer. Exemplos disso é o gáudio proporcionado ao alimentar-se, defecar, transar, beber, estar higienizado, beijos, carícias, sonhar entre outros. A psique segundo Freud é projetada para evitar a dor e buscar o prazer, de modo a atingir a homeostase ou equilíbrio entre corpo e mente). Observados como forças biológicas interna que nos leva a reproduzir e sobreviver.

Enquanto que a pulsão de morte, também chamado por Freud de tendência destrutiva é nutrida pela necessidade por repetir situações dolorosas.  
Sendo está avaliada como uma tendência humana para o conflito e desintegração. Estas excitações internas destrutivas, também nomeada como masoquismo, podem voltam-se para o externo secundariamente em forma de sadismo.

Portanto, nascemos com um “masoquismo inato”, o que significa obter prazer é quão doloroso que seria primário. E em um segundo momento o masoquismo poderia chegar a tornar-se sadismo. Para Freud, como resultado de constitucional ou herdado, a pessoa nasce com quantidades particulares desta energia instintiva. A diferença de grau é o que determina a patologia e a capacidade de conviver mais ou menos com o conflito. Quanto maior o instinto de morte, mais intensifica-se a compulsão por repetição e desequilíbrio emocional.


” ... Ainda outros dois textos de Freud são bastante pontuais na tentativa de elucidar o masoquismo. Um deles é “Uma Criança é Espancada” (1919), no qual, segundo Ferraz (2008), entende-se “o masoquismo como transformação inconsciente do desejo infantil de ser amado e cuidado, manipulado fisicamente. Tratar-se-ia da permanência em uma posição erótica infantil diante do objeto adulto. ” O masoquismo é aqui entendido como uma fixação na infância e na fantasia infantil de ser espancado. Freud (1919) traz essas fantasias como uma perversão infantil que pode não persistir pela vida toda, podendo ser transformada através da repressão ou da sublimação. Porém “se esses processos não ocorrem, a perversão persiste até a maturidade; e sempre que encontramos uma aberração sexual em adultos – perversão, fetichismo, inversão – temos motivos para esperar que a investigação anamnésica revele um evento como o que sugeri, que conduza a uma fixação na infância”. (p. 228). A Perversão, portanto, remete a sexualidade infantil. ” 

https://www.ufrgs.br/psicopatologia/wiki/index.php?title=De_Sacher-Masoch_ao_Masoquismo



Assim, para Freud o homem nasce com instintos de vida e morte. O transcorrer das construções vinculares, ao longo da vida podem condicionar o sujeito a apaixonar-se e reproduzir; a morte que se opõe à vida, requerendo a sua dissolução. Vale salientar que se trata de um processo silencioso. Os instintos de vida e morte mesclados na psique, quando se fragmentam perde o seu carácter de estabilização. Podendo resultar em disfunções patológicas, havendo um aumento da quantidade de força destrutiva no interior do corpo.

Para compreender esta simbologia precisamos considerar, do ponto de vista econômico. Onde uma força interna empurra para a satisfação, podendo representar destruição ou reconstrução. Originalmente Freud descreveu o instinto de morte como uma forma de compulsão à repetição. Essa força interior leva os seres humanos a tropeçar na mesma pedra mil vezes. A exemplo das relações humanas, nos apaixonamos por pessoas semelhantes, mesmo tendo estas características e representações de erros ou percas decorridas em nossa vida. Salientando que estas escolhas não significam que, caprichosamente o sujeito almeja o sofrer. Devemos lembrar que estas forças internas são inconscientes.  Podendo o sujeito através de uma intervenção terapêutica psicanalítica, elaborar, compreender e redefinir, por meio da livre associação seus conflitos internos. Resignificando-os, isto é, reeditando fatos e experiências vividos, voltando o seu olhar ao encontro de si mesmo Self.

Em súmula, as pulsões são forças internas que buscam satisfação, mas há algo além do princípio do prazer é a compulsão à repetição. Para Freud, a pulsão de morte é clinicamente silenciosa; mas é omissa quanto à ansiedade e dor que vem do desejo de viver. A dor é a vida. O esquecimento é a morte.

Por volta de 1930, Klein postulou que o instinto de vida procura satisfazer as suas necessidades e isso requer um objeto para ajudar a este propósito. Eros procura o amor em um objeto. A pulsão de morte, é a força para acabar com a necessidade ou a percepção dela. Este último se manifesta como destruidor, contra si mesmo, mas como todas as dores internas é intolerável a nossa mente a projetamos no outro. Estes mecanismos de pensamentos paranóicos vêm do pressuposto que o mundo e as pessoas querem nos prejudicar: “Um mundo ameaçador e perigoso. ”

Uma maneira para conter estes impulsos, que se encarregam da nossa destruição. Seria ao perceber estes pensamentos, refletir, questionar e tentar compreender, reeditando-os em um processo de autoanalise. Um exemplo para este caso seria: Uma mulher com raiva porque seu dia de trabalho foi muito frustrante, em vez de projetar, ou seja, esbravejar com seus filhos ou colegas, ela poderia dar-se a oportunidade de parar um pouco, e levar um tempo refletindo os acontecimentos ao longo do seu dia.

Pessoas que têm excedentes desta força destrutiva, internalizam consigo desconfiança, medo, sentem-se perseguidos, feridos e vítimas de suas circunstâncias. Externam também estes elementos, mesclando-os com o instinto de vida, manifestando raiva e agressividade para com o objeto. Ele também se revela como um elemento interno que pode ameaçar e destruir a percepção de si mesmo e / ou objetos.

Observamos a presença destas duas pulsões na natureza. A vida Eros à origem de todos os seres vivos: a chuva necessária para o crescimento da planta, o vento para a dispersão de sementes e pólen, o sol essencial para a fotossíntese. No entanto há elementos que parecem oferecer o antagônico: a terra treme em lágrimas, o excesso desta afoga e sufoca tudo, tornados varrem o que encontram em seu caminho; as doenças afligem os seres vivos. E o enigma da morte, para a qual não encontramos alívio. Tudo isso nos traz de volta à fragilidade dos mortais.

Nascemos impotentes acreditando que o trabalho e a cultura podem nos salvar. Mas é contrário a força da natureza, que nos deixa novamente no mesmo lugar de impotência com a qual nascemos.

Esta impotência inata, por vezes é tão dolorosa, que para sobreviver é preciso enfrentá-la com fantasias omnipotentes e pensamentos que servem para que o nosso eu possa desenvolver-se. Em um processo evolutivo que leva a criança a perceber posteriormente que não é um super-herói. Surgindo destes conflitos um colapso narcísico necessário para adaptar-se ao mundo e conhecer as limitações que temos como seres humanos.

Quando este desenvolvimento não segue o seu curso, para tolerância à frustração, continuamos a criar fantasias em nossas mentes, um mundo inesgotável de recursos elaborados por nós, que por não causar satisfação momentânea é descartado. Há muitos exemplos disso na cultura pós-moderna, onde a família tem seus valores deturpados, vivencia-se uma partilha de encargos de bens entre todos. Casais, jovens e crianças não tolerantes a frustrações, com inflexibilidade em conviver com as diferenças, substituem ou destituem de suas relações aqueles que se contrapõe aos seus desejos pessoais.

No entanto passar o sentimento de onipotência faz do sujeito um ser imortal, infalível é parte do desenvolvimento dos seres humanos, porém nem todos chegam a este nível de desenvolvimento. Portanto, eles continuam destruindo a grama com os pés, matando animais sem consideração, o desperdício de água entre outros. Porque eles têm o entendimento de que a criança nasce como seres superiores na Terra e tudo é permitido. E o que as crianças pensam é que a natureza é fonte inesgotável. Fundamentando-se na concepção inata que a morte é dos outros, mas não de si mesmo. O que nos leva aos atos sem avaliar as consequências.

Isso faz parte do instinto de morte que juntamente com o instinto de vida nos atrai a negligenciar o que temos para viver e para nós mesmos. Por isso, pensamos que o tempo, a vida, os recursos emocionais e intelectuais que possuímos são infinitos. É um dado adquirido do futuro, é um momento que muitos não podem sequer imaginar-se. Apesar de não assumir a nossa perenidade e a importância de cuidar do outro como nosso único legado, ou seja, como herança para as gerações futuras, vamos continuar a destruir o mundo em torno de nós. No entanto, se pudéssemos perceber a passagem do tempo, a deterioração gradual de nosso corpo, nossas habilidades, nossa agilidade e inteligência, nós vincularíamos de forma diferente com os nossos vizinhos (o outro).



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LAPLANCHE, J.; PONTALIS, J. B. Vocabulário da Psicanálise. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995

Psicanalista Alis Minervino

Acolhimento e Transformação através da Psicanálise. Em um mundo marcado pela pressa e pelas incertezas, o autoconhecimento surge não apenas ...