domingo, 18 de março de 2018

Desenvolvimento Psicossexual - Segundo Freud.

Desenvolvimento Psicossexual - Fases

                                                                                         Por: Alis Minervino.

O estudo tem por objetivo, discorrer de forma lacônica sobre as fases do Desenvolvimento Psicossexual – Segundo Freud.  Este é um tema que desafia especialistas. Enumeras são as produções que visam trazer uma compreensão correlacionada ao curso do tema.  Cada uma com peculiaridades próprias.

Freud após pesquisas e análises conclui que os comportamentos são defensivos e incitados por impulsos do ID, enquanto o EGO e o SUPEREGO, são constituídos por experiências relacionais e objetais na infância. Isto nos diferencia uns dos outros e nos torna seres impares, visto que, é impossível um ser, sendo ele único viver experiências iguais a vida de outro ser. Conceito de ID, EGO, SUPEREGO partir de Freud (1940, livro 7, pp. 17-18).


“O Id contém tudo o que é herdado, que se acha presente no nascimento e está presente na constituição, acima de tudo os instintos que se originam da organização somática e encontram expressão psíquica sob formas que nos são desconhecidas. O Id é a estrutura da personalidade original, básica e central do ser humano, exposta tanto às exigências somáticas do corpo às exigências do ego e do superego. O Id seria o reservatório de energia de toda a personalidade.” “O Ego é a parte do aparelho psíquico que está em contato com a realidade externa. O Ego se desenvolve a partir do Id, à medida que a pessoa vai tomando consciência de sua própria identidade, vai aprendendo a aplacar as constantes exigências do Id. Como a casca de uma árvore, o Ego protege o Id, mas extrai dele a energia suficiente para suas realizações. Ele tem a tarefa de garantir a saúde, segurança e sanidade da personalidade. Uma das características principais do Ego é estabelecer a conexão entre a percepção sensorial e a ação muscular, ou seja, comandar o movimento voluntário. Ele tem a tarefa de auto-preservação. o ego é originalmente criado pelo Id na tentativa de melhor enfrentar as necessidades de reduzir a tensão e aumentar o prazer. O Ego tem de controlar ou regular os impulsos do Id, de modo que a pessoa possa buscar soluções mais adequadas, ainda que menos imediatas e mais realistas. Esta última estrutura da personalidade se desenvolve a partir do Ego.
O Superego atua como um juiz ou censor sobre as atividades e pensamentos do Ego, é o depósito dos códigos morais, modelos de conduta e dos parâmetros que constituem as inibições da personalidade. Freud descreve três funções do Superego: consciência, auto-observação e formação de ideais. Enquanto consciência pessoal, o Superego age tanto para restringir, proibir ou julgar a atividade consciente, porém, ele também pode agir inconscientemente. As restrições inconscientes são indiretas e podem aparecer sob a forma de compulsões ou proibições. O id é inteiramente inconsciente, o ego e o superego o são em parte. "Grande parte do ego e do superego pode permanecer inconsciente e é normalmente inconsciente. Isto é, a pessoa nada sabe dos conteúdos dos mesmos e é necessário despender esforços para torná-los conscientes" ( FREUD, 1933, livro 28, p. 88-89


O Pai da Psicanalise destaca-se como um dos mais influente teórico dos últimos dois séculos. Suas radicais abordagens sobre os diversos conteúdos, como a sexualidade e o inconsciente, impulsionaram o meio tradicionalista da sociedade no final séc. XX. Momento o qual a figura representativa da criança era vislumbrada como ser imaculado e puro, ou seja, um ser não sexual. Sigmund afirma com base em estudos e pesquisas que a sexualidade evolui na criança através de estágios ou etapas de desenvolvimento, dividindo-as em fases: Fase oral, fase anal, fase fálica, período de latência e fase genital.  A frente decorrei sobre estes estágios de forma sucinta
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A fase oral primeiro estágio do desenvolvimento, ocorre do nascimento aos 18 meses, zona erógena a região bocal. O eixo de gratificação libidinal advém do prazer gerado ao alimentar-se no seio materno, o sugar, o morder (posterior), o engolir e da exploração do seu ambiente (objetos conduzidos a boca).

Toda esta demanda provém do ID, integrando-o como instancia predominante, visto que o EGO e SUPEREGO não estão desenvolvidos integralmente nesta fase. Apenas o EGO ainda de modo primitivo, inicia seu desenvolvimento neste estágio. Se não há formação de identidade, as ações da criança irão basear-se no princípio de prazer. Conforme descrito no texto a seguir


...”o ego infantil está se formando durante o estágio oral; dois fatores contribuem para sua formação: (i) no desenvolvimento de uma imagem de corpo, a criança é discreta do mundo externo; por exemplo, a criança compreende a dor quando é aplicada ao seu corpo, identificando, assim, os limites físicos entre seu corpo e meio ambiente; (ii) experimentar uma gratificação atrasada leva à compreensão de que comportamentos específicos satisfazem algumas necessidades, como por exemplo chorar gratifica certas necessidades.”https://pt.wikipedia.org/wiki/Desenvolvimento_psicossexual#Fase_oral


Os objetos predominantes são os seios e seus sucedâneos, como (chupetas, dedos, sugadores e alimentos). Fase caracterizada por urgência das necessidades, dependência total, baixa tolerância a frustração e a ansiedade de separação. Momento que inicia-se também a apreensão do mundo em volta, como bom ou mal, representação de perigo ou segurança, sentimento de satisfação ou frustração. O que é apreciado ou não, vincula-se ao anseio de leva-lo a boca.

Este período divide-se em dois tipos de comportamento: O oral incorporativo (ingerir) e o comportamento agressivo ou sádico (morder ou cuspir), que observa-se na eflorescência do surgir das primeiras dentições.

Teóricos definem que a libido se mantém em alguns de nós, como fixação. O próprio Freud chegou a pontuar que toda a neurose e disfunção mental em adultos derivam da “fixação” em uma das fases. Observados em fumantes, declamadores (pessoas falam demasiadamente), no sexo oral, roer unhas, hábito de levar objetos a boca (canetas, palito) ou consumir gomas de mascar, balas entre outros.

Observa-se que o crescimento físico acontece de modo constante. Enquanto o desenvolvimento da psique alterna momentos de stress e ansiedade. Quando estas mudanças oscilam descomedidamente produzem mais ansiedade e pode ocasionar uma permanência no estágio de desenvolvimento presente, como estratégia de defesa do EGO. Esta defesa denominamos “Fixação.” Ou seja, fixação seria o apego da libido a um estágio inicial/primitivo de desenvolvimento. Conforme citado na teoria da personalidade, Fadigman, James Frager, Robert.

...” Conforme a criança cresce, outras áreas do corpo desenvolvem-se e tornam-se importantes regiões de gratificação. Entretanto, alguma energia é permanentemente fixada ou catexizada nos meios de gratificação oral. Em adultos, existem muitos hábitos orais bem desenvolvidos e um interesse contínuo em manter prazeres orais. Comer chupar, morder, lamber ou beijar com estalo, são expressões físicas destes interesses. Pessoas que mordicam constantemente, fumantes e os que costumam comer demais podem ser pessoas parcialmente fixadas na fase oral, pessoas cuja maturação psicológica pode não ter se completado. A fase oral tardia, depois do aparecimento dos dentes, inclui a gratificação dos instintos agressivos. Morder o seio, que causa dor à mãe e leva a um retraimento do seio, é um exemplo deste tipo de comportamento. O sarcasmo do adulto, o arrancar o alimento de alguém, a fofoca, têm sido descritos como relacionados a esta fase do desenvolvimento. A retenção de algum interesse em prazeres orais é normal. Este interesse só pode ser encarado como patológico se for o modo dominante de gratificação, isto é, se uma pessoa for excessivamente dependente de hábitos orais para aliviar a ansiedade.” Fonte:"Teorias da Personalidade".Fadigman, James Frager, Robert.http://www.psiquiatriageral.com.br/psicoterapia/freud4.htm

Fase anal segundo estágio do desenvolvimento, ocorre entre os 18 à 36 meses (1 à 3 anos). Zona erógena é a região anal. Período em que a criança aprende a controlar os esfíncteres e lidar com a frustração de não poder suprimir a suas necessidades de forma imediata. As técnicas utilizadas para apreender esta insatisfação, se inadequadas podem influir no desenvolvimento de uma personalidade anal agressivo hostil e sádico na vida adulta, como acessos de raivas, destrutividade ou uma personalidade retentora, teimosa, mesquinha, compulsivamente limpa, rígida entre outros.


A criança retém as fezes em troca de ganhos secundários, elogio ou recompensa dos pais. No entanto o ato manipulador pode ocorre também no sentido inverso, tencionando “destruir” seu progenitor. Vale ressaltar que são ações de ordem do inconsciente.

O estimulo a práticas higiênicas contribui também para formação desta personalidade. Ou seja, o “interferir” na satisfação gerada com a ação deste impulso instintivo e característico do estágio que é o prazer erótico da evacuação. Vale registrar que o contato com substancias de consistência similares a excreção como massa de modelagem, plasticina, barro, argila entre outros são estímulos.

Esta é a fase da absorção de normas sociais, neste estágio a criança absorve de seus vínculos compreensões sobre diferenças entre; certo/errado, limpo/sujo, bom/mal... Momento em que a criança se percebe em maio a tabus e restrições, com relação a temas que envolvem sua genitália ou sexualidade.

Quando os mecanismos utilizados na orientação da criança com relação aos impulsos biológicos são rígidos, severos, repressores, podem desencadear uma reação de retenção (fezes), como mencionado acima. Se esta reação ocorre de forma simbólica difundindo-se a outros comportamentos, a criança desenvolverá, segundo Freud, um carácter anal-retentivo. Sigmund destaca-se entre os estudiosos ao afirmar que o caráter e seus desdobramentos poderiam ser evidenciados como transmutações permanentes dos impulsos primitivos infantis.  Conforme descrito por Rodrigues:

...A  criança pode reagir às excessivas exigências de uma outra forma: em vez de reter as fezes e de infligir sofrimento a si própria, revolta-se contra a dureza e repressão do treino, expelindo-as nos momentos menos apropriados. Freud fala, neste caso, por generalização simbólica, de carácter expulsivo anal - protótipo de todos os traços expulsivos da personalidade: crueldade, assombros de fúria, irritabilidade, sadismo, tendências violentas e destrutivas e também desorganização. Fonte: Psicologia, Luis Rogrigues, Plátano Editora [Modificado]


A criança que evoluciona de forma inadequada ou ineficaz desencadeara conflitos no decorrer de sua vida, em termos psicológicos fixação na fase. Freud aponta como três características principais no caráter anal; ordem, parcimônia (economia).
Alguns comportamentos expressos pelo adulto como avareza, interesse por colecionar ou acumular objetos, economia, encontram neste o seu padrão. Inconscientemente agrupa-se no folclore diversos termos correlacionados a identidade da dejeção como; “ podre de rico”, “lambuzento de dinheiro”, “o dinheiro fede”, cheiro de dinheiro entre outros.


Fase Fálica, Freud define-a como a de maior importância e acontece entre os quatro e seis anos, variando entre teóricos. Zona erógena principal pênis ou clitóris. Etapa que marca o início da chegada do nível Edipiano, da libido e do SUPEREGO ao desenvolvimento. Neste os vínculos relacionais constituem maior complexidade comparados aos estabelecidos no passado. Enfatiza-se as relações triangulares, observa-se a presença de comportamento narcísico, exibicionista e curioso. Contraposto é também um período de conflitos, pensamentos incestuosos, masturbação e fantasias, onde o real e o moral divergem com o ID.   

Tem o foco direcionado a região genital, onde o pênis é o objeto de maior interesse entre ambos os sexos, constituindo na criança o pensamento que ambos os gêneros possuem pênis. Se questionados quanto as diferenças, desenvolvem teorias infantis a exemplo do “Complexo de Castração”, no qual a criança deduz que meninas não portam pênis em função de tê-lo sido arrancado. É natural nas meninas um sentimento de incompletude e inveja do pênis.

Segundo Freud na fase fálica ocorre o que ele definiu como o Complexo de Édipo, desejo inconsciente dos meninos pela figura materna e o Complexo de Electra desejo inconsciente da menina pela figura paterna. Fato que desencadeia em ambos a cobiça por substituir ou destruir o consorte do seu objeto de amor, avaliando-o como adversário ou oponente.

O complexo de Édipo traz em seu contexto uma multifuncionalidade própria, manifesta-se nos meninos como angustia pela possibilidade da castração. O pavor que o pênis seja cortado, levando-o a reprimir o desejo sexual pela mãe. Com intento de minimizar seu conflito interno, cria uma identificação com o pai, assumindo para si comportamentos e atitudes do vínculo paterno momento de instauração do SUPEREGO.

O complexo de Electra desponta na menina com a descoberta que apenas o menino tem pênis, enquanto que ela não o possui. Imputando culpa a sua mãe, destitui parte deste amor materno. Contraposto, oferta todo sentimento ao pai, em função da inveja que nutre “daquele que detém o falo.” Fato que equipara-se a angustia da castração. No entanto, não há narrativas Freudianas ou escritos na literatura que justifique ou explique a identificação da menina com a mãe e o restringir do amor ofertado a figura do pai, assim como ocorre inverso no Complexo de Édipo.

Trata-se de uma importante fase visto que, define atitudes e relações concernente ao sexo oposto na fase adulta. A suplantação do édipo não restringe-se apenas a postura familiar ou dos pais, mas simultaneamente ao êxito da criança ao preenche-lo. Sendo recalcado ou apenas reprimido poderá manifestar-se no futuro patologicamente. O SUPEREGO é o legatário dos desígnios e limitações postas pelos pais.

A fixação nesta fase tem suas bases nos conflitos e agruras edipianos. No homem pode desenvolver personalidades ou comportamentos paradoxais numa tentativa de demonstrar que não foram castrados. Envolvendo-se e seduzindo inúmeras mulheres as tantas possíveis, concebendo filhos aleatoriamente ou como afirmação figurativa da masculinidade, conquistando alavancado sucesso profissional. Podem também fracassar na vida profissional e sexual em função do nutrir sentimentos de culpa recalcados por posicionar-se rivalizando com o pai pelo amor da mãe.  Desenvolvem relacionamentos objetivando encontrar a imagem materna, ato que promove a nível de futuro significante perturbação nos relacionais.

Na mulher está perturbação apresenta-se de modo especifico em relação a figura masculina, revela uma postura sedutora a qual subtende-se a negação de contatos sexuais (sedução retraimento). Esta postura inconscientemente, revela peculiaridades advindas da relação estabelecida com pai. Um jogo de atração e recalcamento do desejo. Sendo este o modelo transmitido para futuras experiencias afetivas. O homem fantasiado como tipo ideal, passa a ser modelado segundo a imagem paterna. A fixação acentuada por essa imagem, somados a tenacidade do desprezo pela mãe, segundo especialistas podem desencadear disfunções psíquicas, como o desejo de morfologicamente parecer como pai desprezando sua anatomia feminina.

Período latente; tem inicio aos cinco anos e segue até  o período da puberdade, por volta dos dez anos. Freud não o conceitua como fase do desenvolvimento psicossexual, analisando os instintos sexuais percebeu-se que os mesmos se mantem em repouso e sublimados; em práticas esportivas, amizades com pessoas do mesmo sexo, hobbes entre outros.  Etapa em que o SUPEREGO é mais sistematizado em consequência da convivência e absorção das normas sociais, momento de composição dos sistemas de valores, onde a criança é mais maleável, flexível, comunicativa e autoconfiante.

As fantasias e impulsos de ordem sexual são substituídos pelo desenvolvimento cognitivo, com a “suplantação ou interrupção” do Complexo de Édipo e de Electra. É importante ressaltar que latência é definido como estado do que se acha encoberto, incógnito, não-manifesto, adormecido, digo seria o tempo entre o estímulo e a reação do indivíduo.

Vale notabilizar que o EGO e SUPEREGO permanecem em processo de maturação neste ciclo, os impulsos e desejos sexuais não são atendidos, estes serão recalcados e exprimido na fase subsequente. Freud afirma que o período de latência se prolonga até a puberdade:

Durante ele a sexualidade normalmente não avança mais, pelo contrário, os anseios sexuais diminuem de vigor e são abandonadas e esquecidas muitas coisas que a criança fazia e conhecia. Nesse período da vida, depois que a primeira eflorescência da sexualidade feneceu, surgem atitudes do ego como vergonha, repulsa e moralidade, que estão destinadas a fazer frente à tempestade ulterior da puberdade e a alicerçar o caminho dos desejos sexuais que se vão despertando.  FREUD, 1926, livro XXV, p. 128..


Com relação a possíveis pontos de fixação neste período, não foram encontrados, observados ou relatados tipo especifico ou não especifico.

Fase genital; última das fases, marca o início da puberdade e o retorno as pulsões sexuais. Regresso da libido a zona genital, acontece em função do interesse por estabelecer relações amorosas e procriar. O que foi vivenciado preliminarmente em antigos estágios definirão as diversas áreas e predileções futuras da vida. Inclusive a preferência ou escolhas dos pares, de acordo com Sigmund. Os conflitos, crises e situações mal elaboradas em etapas regressa emergirão na fase genital, no entanto se o processo estabeleceu-se favoravelmente o sujeito poderá evolver para um indivíduo mais “equilibrado.”  

Um significativo acontecimento é a maturação fisiológica dos sistemas hormonais, que resultam na intensificação dos impulsos, em especial os impulsos sexuais. Exigindo um manejo maior no controle psicológico sobre as pressões provenientes destes impulsos. Neste ciclo se estabelece um movimento de vida com maior independência, devido a cisão emocional com os vínculos paterno/materno.

Observou-se também alguns dos sentidos mais acentuados, um destes é a visão ou olhar. O despertar pelo desejo de mostrar sua genitália e observar os órgãos genitais do outro. Este ato curioso e de exibição estende-se a outras regiões e funções corpóreas.

Com relação a possíveis pontos de fixação neste período, não foram encontrados, observados ou relatados tipo especifico. Porém Freud sugeriu que a fixação genital era realmente o que as pessoas deveriam estar se esforçando para conseguir. Tornando-se fixada nesta fase, a pessoa está pronta para um relacionamento duradouro, amoroso, sexual e formando fortes ligações com parceiros românticos.

Esta prossecução de etapas que se desenvolve naturalmente na infância denomina-se manifestações do impulso sexual.

Conclui-se na afirmação Freudiana que a personalidade, o caráter e a formação das neuroses floresce na infância, sendo os pais em maior escala influenciadores. Estas serão solidificadas e ajustadas por volta do quinto ano de vida. Ele esclarece que a conflagração sexual infantil movimenta-se em derredor de territórios particulares, cada área do corpo compromete-se em maior escala com núcleo do confronto em variáveis idade. De acordo com a menção abaixo:

Em seu livro de 1905, Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, Freud teorizou que algumas pessoas podem desenvolver fixação psicológica devido uma ou mais das seguinte causas: Falta de gratificação adequada durante uma das fases do desenvolvimento psicossexual. Receber uma forte impressão de um desses estágios, caso em que a personalidade da pessoa iria refletir essa fase ao longo da vida adulta. (Ele também afirmava que "essas primeiras impressões da vida sexual são caracterizadas por um aumento da obstinação ou susceptibilidade à fixação de pessoas que mais tarde tornam-se neuróticas ou pervertidas")
https://pt.wikipedia.org/wiki/Desenvolvimento_psicossexual#Fase_anal

Em resultado a esta observação Sigmund engendrou a teoria dos estágios psicossexuais do desenvolvimento, conceituando-os por regiões erógena do corpo e os conflitos por fase de desenvolvimento. Insatisfações ou aprazimentos podem produzir uma interrupção transitório ou definitiva no desenvolvimento, podendo o sujeito fixar-se em um dos ciclos evolutivos da personalidade, estabelecendo o que Freud cognomina Fixação.


Dona Hermínia - Terapia Completo (Analise)


jackielost

. Publicado em 28 de abr de 2015.





 Referências Bibliográficas:


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FREUD, S. (1905). Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (no original em alemão, Drei Abhandlungen zur Sexualtheorie).
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RODRIGUES Luis, Psicologia, Plátano Editora [Modificado]
SITE:http://sebentafilosofica.blogspot.com.br/2011/10/tracos-adultos-associados-fixacoes-num.htm
SITE: https://pt.wikipedia.org/wiki/Fixa%C3%A7%C3%A3o_oral
SITE: https://psicanaliseclinica.com/fases-da-sexualidade/
SITE: http://www.redepsi.com.br/2008/03/18/fase-anal/
SITE:https://pt.wikipedia.org/wiki/Desenvolvimento_psicossexual#Fase_anal






Antes de “curar” alguém, pergunte se ele está disposto a desistir das coisas que o deixaram doente".

Mudanças exigem decisões difíceis, porém necessárias. Há situações que o sujeito demanda maior tempo até perceber o seu padecimento psíquico...